sexta-feira, 6 de junho de 2014

O BAIRRO DA MINHA INFÂNCIA




O BAIRRO DA MINHA INFÂNCIA


A casa morreu no lugar onde nasci: a minha infância não tem mais onde dormir. Mas eis que, de um qualquer pátio, me chegam silvestres risos de meninos brincando. Riem e soletram as mesmas folias com que já fui soberano de castelos e quimeras. Volto a tocar a parede fria e sinto em mim o pulso de quem para sempre vive. A morte é o impossível abraço da água.

Mia Couto, Tradutor de Chuvas

quarta-feira, 4 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

CRIANÇA SEMPRE






CRIANÇA SEMPRE


Flor da Primavera que brota da natureza
Para ser livre e voar que nem borboleta;
É a maravilhosa luz, de beleza
 Incomparável, uma estrelinha.

É a mais linda melodia,
A qual dá gosto fazer poesia;
É a rara flor que se cresce pelo mundo,
De que todos amam,
A quem chamamos Criança.

Pelos campos corre ávida
E serena com o sorriso de esperança
Estampado no rosto e uma caixinha
De surpresas
No seu pequenito coração de veludo.

Pétala rara que se cresce, a tenra idade,
As traquinices e as guloseimas;
O seu jeito de mocidade
Que todos amam…
Faz o universo girar, é vida.

A vida que todos fomos,
A vida que ainda somos…
E sobra-se na vida enquanto vida.

A mais pura e bela história
É a grande glória
Que todos já fomos, somos
E seremos sempre Criança;
Para ser livre e voar que nem borboleta.

® RÓ MAR



ETERNO VENTO…




Imagem - All is LOVE


ETERNO VENTO…


No teu abraço sem fim
Sinto as verdades do coração
E respiro pela nossa paixão
Que é a flor de jardim
Que nasceu da raiz do olhar
Eterno que cruzou oceanos.

No desfolhar a vida de tantos anos
Sinto-te no presente ao te abraçar
E vivo pelo seu tão navegar
Que é mastro de lua cheia
Que pelo horizonte semeia
Eterno vento que vinga a união.

© RÓ MAR