sexta-feira, 30 de maio de 2014

JOANINHA, VAI DORMIR


EVENTO : SOMOS CRIANÇAS


 SONETOS DO UNIVERSO * PLANETA JOVEM





Joaninha, Vai Dormir


Joaninha chegou a hora
Para a caminha ir dormir
Antes que te vais embora
Dá-me um beijinho e podes ir

Já é tarde para estares a pé
Amanhã é dia de escola.
Reza ao teu Anjo com Fé
Arruma tua mochila e sacola

Não esqueças que tens ginásio
Assim tua saúde vais cuidando
Não penses que é apanágio
É tua mãe que te está lembrando

Eu sei Joaninha tu és cuidadosa
Tens tudo arrumadinho,
Eu sei que também és vaidosa
e eu tenho orgulho em ti meu amorzinho.

Joana Rodrigues







O CARROSSEL

EVENTO : SOMOS CRIANÇAS


 SONETOS DO UNIVERSO * PLANETA JOVEM






O CARROSSEL


Carrossel em movimento,
Roda, roda sem parar!
E eu de cabelos ao vento,
Sinto a magia no ar…

Sentado sobre um camelo,
Ao lado de um elefante,
À frente um cavalo belo
Imponente e elegante!...

Num sobe e desce constante,
A música em alto som!
A iluminação brilhante,
Gosto disto, é muito bom!

É uma bela aventura,
É uma alegria sem par,
Rodar até à loucura
Sempre no mesmo lugar!...

Quero ser sempre criança!
Quero saltar e brincar!
Quero ter sempre na lembrança:
Um carrossel a rodar!...

 José Manuel Cabrita Neves







DÁ-ME UM ABRAÇO

EVENTO : SOMOS CRIANÇAS


 SONETOS DO UNIVERSO * PLANETA JOVEM





Dá-me um abraço


Menino de olhar triste porque choras?
Teu rosto exprime dor e sofrimento;
Não sei de onde vieste, aonde moras,
Só sei que não me sais do pensamento

E olhando o teu olhar eu sinto as horas
Voando neste tempo sem ter tempo,
Cansado das agruras, das demoras
Em dar um fim a todo o teu lamento.

Menino de olhar triste dá-me a mão,
Não quero mais sentir teu coração
Viver sozinho e cheio de cansaço!

Que um dia, ao te cruzares no meu caminho,
Eu possa dar-te amor, paz e carinho
E envolver-te, enfim, num longo abraço.

José Sepúlveda







AMIGAS DE INFÂNCIA


EVENTO : SOMOS CRIANÇAS


SONETOS DO UNIVERSO * PLANETA JOVEM
 





AMIGAS DE INFÂNCIA
 

Amigas de infância
espiando na vidraça,
esperando alguém chamar.
Vem o cheiro de crianças
se espalhando pelo ar.
As mãos dadas na ciranda
ficaram dentro do meu olhar:
-Abrem a roda, eu quero entrar.
As lembranças me alcançaram,
foram me chamar.
O zum zum das algazarras,
a pele ficando rosada,
os vivas de aleluia,
o corre corre pra pegar.
O eco das nossas risadas
atravessando no tempo,
do nosso tempo dourado.
O tempo que divide
a inocência do pecado.
Não quero sair da roda.
Quero novamente nossas mãozinhas.
Quero minha rua de volta.
Quero brincar de cirandinha.

Leny-Mell