domingo, 28 de junho de 2015

HOMENAGEM A SÃO PEDRO





“Homenagem a São Pedro”



São Pedro com a sua ousada autoridade
Dos ilustres comparsas fez convocatória
E, sem que houvesse uma razão premonitória,
Marcou o seu comício no alto da Cidade.

- Como sabeis, meus velhos amigos, a idade
Que tenho já não é muito satisfatória,
Pensando bem, e dando a mão à palmatória,
Proponho um franco acordo sem austeridade.

- Por aqui, caro António, só se topa esbulho
E tu por lá, ó João, com foros de baptista
Asperge de água benta a nossa entrevista
P´ ra que na Invicta ninguém encha o bandulho…

- Oquei, encerrarei os Palácios de Lisboa, 
E os respectivos inquilinos que se amanhem:
Que façam contas pelos dedos - se os têem -
Pois já mingua a massa e a conversa enjoa.

- Por mim, farei o mesmo e acaba o falatório
E nunca deixarei que as coisas vão em frente:
Ordenando que dêem tripas a toda a gente
Premiarei cá todo o negócio meritório.

- Bravo, bravo, eu também já estou de saco cheio
Assinemos o acordo e vamos pr´ eleições
Que não gostamos de perder (nem a feijões)
E o povo entenderá o nosso remedeio.

E com esta maneira e este combustível
São Pedro conseguiu que os Santos Populares,
Em genuíno acordo de ideias salutares,
Formassem uma Tróica de aura invencível…

Ah, grande Simão Pedro, és mesmo competente
Tu nunca, como hoje, tiveste tanto apreço
E, já agora, por teres as chaves do sucesso
Fica-te muito bem chefiares a Lusa Gente.

E se, ademais, houver mister de algum reforço
Junta ao ilustre naipe, um tal de Paulo de Tarso 
Que, além de bom amigo, tem calo e é vivaço
E faz questão de fazer muito com pouco esforço.

E tu, ó Paulo, que tens fortes influências,
Afina o diapasão em modo estrutural
P´ ra que na Lusa terra - esta aldeia global –
Possam nascer, enfim, algumas inteligências!

Frassino Machado
In RODA-VIVA POESIA


sábado, 27 de junho de 2015

Ó SÃO PEDRO, 'BEM-AVENTURADO'



SANTOS POPULARES SÃO PEDRO



São Pedro Apóstolo - 1º Papa - Simão Pedro


Ó SÃO PEDRO, 'BEM-AVENTURADO'


Ó São Pedro, 'Bem-Aventurado',
Quero ser teu cordeiro,
Por ti sempre mui amado,
Serei leal e ordeiro.

Bendito sejas Simão,
Das Romas o Rochedo.
Que Cristo abençoou, Pedro,
Da tranca em Santa mão,

Ó Apóstolo do Mar,
Na tua Barca quero navegar,
Mar abundante, sem recear,
Meu Coração alagar.

Ó Magnânima Rocha,
Sou irmã tua, Pescador,
Que o perdão sempre dá ao pecador,
Alumia-me na tua tocha.

És São Pedro, o Primeiro
Santo do Pontificado,
De nome edificado,
Nos Céus o derradeiro.

Teu rebanho irás bem guardar,
Nas Chaves que Jesus concedeu.
É ao teu lado que quero sempre estar,
Privar d' águas que Cristo bebeu.

Os teus Céus quero amar,
Longe das chagas d´um Inferno.
No reino dos discípulos,
Prenúncio de crepúsculos.

A léguas d' um Inverno, Meu Mestre,
Sempre pela Primavera da Vida.
Não aprecio aqueles ares de Cipreste,
Que pressagiam a certa despedida!

Trago pelo Coração,
A tua grande Oração,
Ao peito a Flor de Lis,
Sei que assim sou Feliz.

® RÓ MAR


quinta-feira, 25 de junho de 2015

SORRIR FELIZ


Imagem - Beautiful world. Nature, love, art.


SORRIR FELIZ 


Todos sabemos que o Sol tem milhares de exímios raios e que se reflete pela terra como um Deus maior, sabemos ainda, que é vida, mistério, astro do dia, em suma, felicidade. Pois, o que sempre esquecemos é de sonhar em conjunto, esquecemos que por si só somos pequenos a tal força maior. Para desenhar o Sol da existência, não basta sonhar e pronto, há que estender os braços pelo nosso Planeta, Terra, do sistema solar, e assertivamente darmos as mãos a milhares que sonham prosperidade. São os múltiplos pequenos dedos que constroem sorrisos vários. No movimento giratório em torno do nosso projeto fazemos os dias e somos também nós, gentes, que ao redor do magno Sol efetivamos a viável duração do ano. Sabemos que as esperanças são longas esperas e que não basta estalar os dedos, ou apenas alguns ensaios, para alcançar a fonte suprema. Pois, é preciso muito mais, força de vontade, coragem e sobretudo amor de coração e alma. 
Sabemos que tudo tem seu ciclo de vida, principio, meio e fim. Então, porque é que não escolhemos o melhor princípio para os nossos sonhos, ou, porque é que desistimos a meio da escalada!? 
Pois, somos pequenos, egocêntricos e sonhamos alto de mais! Então, desçamos à Terra e executemos em torno do nosso eixo, façamos o esforço de debuxar a plenitude de vida de acordo às necessidades primárias e gerais. Teremos de certeza o final feliz, não o de romances, estórias ou contos de fadas, mas, haverá de certeza uma outra realidade em que nós (gentes) teremos novamente vontade de sonhar. E, é a roda-viva que gira pela Terra que espelha o seu valor e determina a intensidade de luz que abastece os dias. Sendo assim, haverá com certeza muitos finais felizes, pelo mundo, basta reconhecermos que precisamos de ajudarmo-nos mutuamente e aprender a sermos obreiros de coisa pequena. Sabemos que nunca alcançaremos a força e magnitude do astro Sol, mas aprendemos que em conjunto construímos o Sol da nossa existência que consiste em SORRIR FELIZ. 

© RÓ MAR